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Obesidade Infantil

A obesidade infantil é um assunto que vem sendo cada vez mais discutido, tanto na mídia como nos consultórios pediátricos. A razão disto é que o número de crianças que se encontram acima, bem acima, do peso recomendado só tem crescido. Estima-se que hoje, 10% das crianças e 17% dos adolescentes brasileiros sejam obesos.

Já nos Estados Unidos, este número chega a quase 20% das crianças, número que dobrou nos últimos 20 anos. A preocupação com a criança obesa não é apenas com a sua saúde pois como consequência da obesidade, vem aumentando também os asos de diabetes, aumento de problemas cardiovasculares, aumento dos níveis de colesterol e triglicérides. Sem mencinar alterações ortopédicas, pressóricas, dermatológicas e respiratórias, sendo que, na maioria das vezes, essas alterações são mais evidentes na vida adulta. Lembrando também que uma criança que cresce obesa será muito provavelmente alvo de piadinhas na escola, será rejeitado para muitas atividades, tendo assim seu círculo de amizades limitado e sua auto-estima em baixa. Com isso, cresce também os riscos de ser uma pessoa deprimida e com falta de controle alimentar, pois achará na comida um consolo.

Quando uma criança é considerada obesa?
Não é fácil estabelecer parâmetros que definam, com precisão, o limite entre peso normal, sobrepeso e obesidade. A mãe e as pessoas ao redor normalmente percebem que a criança está mais “fortinha” que os amiguinhos, isto já é o primeiro passo. Em uma consulta, os médicos calculam o índice de massa corpórea (IMC) que é obtido dividindi-se o peso pela altura ao quadrado. Resultado acima de 85 percentil caracteriza sobrepeso; acima de 95, obesidade. Abaixo de 85 percentil, indica que a criança não tem sobrepeso. O médico também utiliza-se de gráficos de crescimento infantil.

Qual o motivo da obesidade infantil?
Para o aumento no número de crianças obesas considera-se a maior oferta e, consequentemente, o consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras(hambúrgueres, batatas fritas, salgados e guloseimas em geral). Junta-se a este fator o sedentarismo(horas na frente da TV, vídeo-game e computador) e aí estão as grandes causas da obesidade. Mas a genética também é um fator cooperativo já que os genes ajudam a determinar o tipo físico de cada pessoa e como o corpo armazena e queima gordura. Tanto é que em uma consulta médica será perguntado sobre o histórico familiar da criança.
Há também, alguns médicos e livros que apontam que deve-se levar em conta também o peso da mãe na hora da gravidez e o quanto de peso que a mãe vai ganhar durante a gestação.
Filhos de mães diabéticas também têm maior tendência à obesidade.

Como tratar a obesidade infantil?
Cada caso deve ser avaliado individualmente para a averiguação de algum problema de saúde possivelmente já ativo em cada criança.
Mas, os primeiros passos vão envolver a re-educação alimentar da família toda. Não pode-se colocar uma determinado prato na mesa e dizer para a criança que ela não pode comer aquilo. Primeiro, seria muita maldade e segundo, não teria sucesso. Mesmo porque a própria despensa da casa deve mudar. Sabemos que toda criança vasculha a despensa em busca de guloseimas. Quanto ao fast-food não se faz necessária a proibição total. A criança deve entender que de vez em quando não tem problema, o que não pode é comer este tipo de comido todos os dias. A melhor dieta será, portanto, fornecida pelo médico e nutricionista. A intensão não é de forma nenhuma deixar a criança passar fome mas insentivá-la a comer alimentos mais saudáveis.
Associada à boa a alimentação está também a prática de atividades físicas aeróbicas, pelo menos três vezes por semana. Descubra uma atividade que a criança goste, chame amiguinhos para participar ou vá junto com ela. Estas atividades podem ser, natação, corrida, andar de bicicleta, caminhadas, etc. Tente evitar porém, esportes em grupo, pois a criança obesa não terá a mesma ligeireza das crianças mais magras e será rapidamente deixada de lado.

Resumindo, prevenir ainda é melhor que remediar então, exercitanto estes passos como pais, toda a família só tem a ganhar:
:: Controle o número de horas gastas em frente à TV, computador e videojogos;
:: Não compre ou diminua significantemente o uso de alimentos supérfluos ou pouco saudáveis;
:: Evite substituir o jantar por lanches à base de hambúrgueres e refrigerantes;
:: Procure aderir a um estilo de alimentação saudável, pois fica difícil exigir de uma criança aquilo que ela não tem como exemplo.
:: Alimentação saudável deve ser para toda a família, não só para a criança que já está obesa.

 

 

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