A obesidade infantil é um assunto que vem sendo cada vez mais discutido, tanto na mídia como nos consultórios pediátricos. A razão disto é que o número de crianças que se encontram acima, bem acima, do peso recomendado só tem crescido. Estima-se que hoje, 10% das crianças e 17% dos adolescentes brasileiros sejam obesos.
Quando uma criança é considerada obesa?
Não é fácil estabelecer parâmetros que definam, com precisão, o limite entre peso normal, sobrepeso e obesidade. A mãe e as pessoas ao redor normalmente percebem que a criança está mais “fortinha” que os amiguinhos, isto já é o primeiro passo. Em uma consulta, os médicos calculam o índice de massa corpórea (IMC) que é obtido dividindi-se o peso pela altura ao quadrado. Resultado acima de 85 percentil caracteriza sobrepeso; acima de 95, obesidade. Abaixo de 85 percentil, indica que a criança não tem sobrepeso. O médico também utiliza-se de gráficos de crescimento infantil.
Qual o motivo da obesidade infantil?
Para o aumento no número de crianças obesas considera-se a maior oferta e, consequentemente, o consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras(hambúrgueres, batatas fritas, salgados e guloseimas em geral). Junta-se a este fator o sedentarismo(horas na frente da TV, vídeo-game e computador) e aí estão as grandes causas da obesidade. Mas a genética também é um fator cooperativo já que os genes ajudam a determinar o tipo físico de cada pessoa e como o corpo armazena e queima gordura. Tanto é que em uma consulta médica será perguntado sobre o histórico familiar da criança.
Há também, alguns médicos e livros que apontam que deve-se levar em conta também o peso da mãe na hora da gravidez e o quanto de peso que a mãe vai ganhar durante a gestação.
Filhos de mães diabéticas também têm maior tendência à obesidade.
Como tratar a obesidade infantil?
Cada caso deve ser avaliado individualmente para a averiguação de algum problema de saúde possivelmente já ativo em cada criança.
Mas, os primeiros passos vão envolver a re-educação alimentar da família toda. Não pode-se colocar uma determinado prato na mesa e dizer para a criança que ela não pode comer aquilo. Primeiro, seria muita maldade e segundo, não teria sucesso. Mesmo porque a própria despensa da casa deve mudar. Sabemos que toda criança vasculha a despensa em busca de guloseimas. Quanto ao fast-food não se faz necessária a proibição total. A criança deve entender que de vez em quando não tem problema, o que não pode é comer este tipo de comido todos os dias. A melhor dieta será, portanto, fornecida pelo médico e nutricionista. A intensão não é de forma nenhuma deixar a criança passar fome mas insentivá-la a comer alimentos mais saudáveis.
Associada à boa a alimentação está também a prática de atividades físicas aeróbicas, pelo menos três vezes por semana. Descubra uma atividade que a criança goste, chame amiguinhos para participar ou vá junto com ela. Estas atividades podem ser, natação, corrida, andar de bicicleta, caminhadas, etc. Tente evitar porém, esportes em grupo, pois a criança obesa não terá a mesma ligeireza das crianças mais magras e será rapidamente deixada de lado.
Resumindo, prevenir ainda é melhor que remediar então, exercitanto estes passos como pais, toda a família só tem a ganhar:
:: Controle o número de horas gastas em frente à TV, computador e videojogos;
:: Não compre ou diminua significantemente o uso de alimentos supérfluos ou pouco saudáveis;
:: Evite substituir o jantar por lanches à base de hambúrgueres e refrigerantes;
:: Procure aderir a um estilo de alimentação saudável, pois fica difícil exigir de uma criança aquilo que ela não tem como exemplo.
:: Alimentação saudável deve ser para toda a família, não só para a criança que já está obesa.
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